As biografias das principais bandas e artistas

 

The Cheyenes

Grupo brasiliense de rock integrado por mulheres, que atuou na cidade no final dos anos sessenta e início dos anos setenta. Não deixou nada gravado.

Clodo & Ana

Dupla formada em Brasília, em meados dos anos sessenta, na linha Leno & Lilian, tendo como cantor Clôdo, que destacou-se nos anos setenta com irmãos no trio Clôdo, Clésio & Climério, lançando discos e compondo canções para o cantor Fagner, especialmente.

Elson e Seus Good Boys

Com a entrada do saxofonista Elson, em 1967, o grupo brasiliense The Good Boys passou a se chamar Elson & Seus Good Boys, em reconhecimento ao talento do novo integrante, vindo de Vazante (MG), à convite de José Carlos e Luiz, e por recomendação de Raulino (Raulino e Seus Bigboys).

Ao lado de Elson continuavam os Good Boys originais José Carlos (vocal), Aloísio Pestinha (contra-baixo), Eurípedes (acordeon) e Luiz (bateria), além do novo membro Mozart (guitarra solo). Com essa formação o grupo atuou com sucesso no cenário musical da cidade, principalmente em Taguatinga, durante o ano de 1967.

Em 1968, com a entrada de Wilson (marimba) e Taqui (vocal), o grupo assume o novo nome de Elson 7.

Elson 7

Com o nome de Elson 7, o ex-Good Boys e Elson & Seus Good Boys, apresentou-se em Brasília durante o ano de 1968. Integravam o Elson 7, o próprio Elson (saxofone), Mozart (guitarra solo), José Carlos (cantor), Luiz (bateria), Eurípedes (acordeon), Wilson (marimba) e Taqui (também cantor).

Nessa época, o grupo acompanha e participa de shows na cidade com músicos como Eliana Pitman, Elis Regina, Roberto Carlos, Wilson Simonal e divide um espetáculo com Sérgio Mendes, no Hotel Nacional. Em 1969, o grupo divide-se em dois, um parte continuando como Elson 7 e outra formando Os Mugs.

Com o novo Elson 7 permaneceram Elson (saxofone), Mozart (guitarra solo), Luiz (bateria), Eurípedes (acordeon), Wilson (marimba), Taqui (vocal) e mais os músicos Dimas (também vocal) e Fred (contra-baixo). Com essa formação, gravaram em 1972 um LP, o terceiro feito por grupos da cidade, depois dos Primitivos (1967) e dos Quadradões (1969).

Com a morte de Elson em 1974, e a troca de vários integrantes, o grupo passou a chamar-se Squema 6, transformando-se em um dos mais famosos e atuantes conjuntos de baile da capital federal, em atividade até hoje.

Os Fantásticos

Grupo brasiliense criado em 1966 pelos ex-integrantes da primeira formação do grupo Os Infernais, Eldir (contrabaixo), Niepce (guitarra-base), George (guitarra solo) e Carlos César (bateria).

O guitarrista George também fez parte do grupo Os Primitivos que, ao lado dos Infernais e Reges, foi um dos pioneiros da cena roqueira da Capital Federal.

Os Fantásticos destacou-se em apresentações em programas de rádio, televisão e clubes. Não deixou nada gravado.

Os Flintstones

Grupo brasiliense de Jovem Guarda, surgido por volta de 1967. Depois de modificações entre seus integrantes, mudou o nome para Os Magos. Integraram a cena da cidade, ao lado dos pioneiros Os Reges, Os Infernais e Os Primitivos. Não deixou nada gravado.

Os Geniais

Grupo brasiliense formado em 1966 por Mild (bateria), Cássio (guitarra base), Lin Coelho (guitarra solo), Hélio (contrabaixo), Marquinhos (cantor) e, ainda, Clodô (contrabaixo).

Apresentava-se no circuito de domigueiras nos clubes e programas de televisão da Capital Federal, e também em outras cidades da região. Por diversas vezes abriu shows de artistas do centro do país em Brasília, entre eles Agnaldo Timóteo, Roberto Livi, Ronnie Von e Renato e Seus Blue Caps.

Com o fim do grupo, o cantor Marquinhos passou a integrar o Placa Luminosa, e Mild prosseguiu a carreira musical nos grupos Os Bólidos, BR Som e, depois, nos anos noventa, com o Mild & Som 3.

The Golden Stones

Oriundo da cidade-satélite de Taguatinga, o grupo formou-se em 1965 com participação de Sidaleno Ferreira (guitarra base), Maurílio (guitarra solo e vocal), Valdemar (contra-baixo), Hamilton (bateria) e Diamantino (vocal).

Inicialmente chamado The Blitz, o grupo atuou por cerca de dois anos, participando de shows e apresentações e clubes e escolas e nas famosas domingueiras. Foi o grupo que mais se destacou na linha psicodélica, e também era um dos mais procurados para festas hippies, segundo a definição dos jornais da época para as domingueiras mais animadas.

Apresentava-se em rádio, televisão e bailes, e também não deixou nada gravado.

The Good Boys

Formado em 1963, em Taquatinga, o grupo tinha em sua primeira formação Luiz (bateria), Nivaldo (guitarra solo), José Carlos (vocal) e mais um guitarrista base. A segunda formação contou com a participação de Francisco Carmo (guitarra solo), Aloísio Pestinha (contra-baixo), Luiz (bateria), José Carlos (vocal) Nildo (sax) e, ainda Eurípedes (acordeon).

Depois de trocar integrantes e adotar os nomes de Elson & Seus Good Boys e, ainda, Elson 7, o núcleo central do grupo transformou-se nos Mugs, um dos grupos mais importantes da cena roqueira brasiliense no final dos anos sessenta.

O baterista Luiz, depois de também tocar com Elson & Seus Good Boys e Elson 7, fez parte do grupo Placa Luminosa, a partir dos anos setenta, ao lado de ex-integrantes dos Quadradões e dos Geniais.

O acordeonista Eurípedes, que também tocou com Elson & Seus Good Boys, integrou Os Quadradões. E Francisco Carmo, o Frank, também deixou o grupo (para voltar depois nos Mugs), antes dele transformar-se em Elson 7 & Seus Good Boys.

Harry Jones e Seu Conjunto

Grupo de dublagem/cover de The Platters, liderado por Jesiel Motta, mais Leda, Junior, Carlinhos, Pedro e Everardo, depois baterista dos Primitivos. Formado em 1958, fazia grande sucesso em shows e apresentações em televisão.

Jesiel Motta foi um dos primeiros cantores profissionais de Brasília, e chegou a gravar alguns compactos solos. Harry Jones e Seu Conjunto ganhou prêmios de melhor conjunto no início dos anos sessenta.

Heron Tavares

Cantor brasiliense que gravou no início dos anos setenta o sucesso local “O Carmanguia” e, em 1974, o LP “What's Your Name”, pelo selo PR Studio.

Os Infernais

Grupo formado por volta de 1965 em Brasília, que teve duas formações nos anos sessenta e retornou à cena musical da cidade nos anos noventa, figurando entre os pioneiros do rock da Capital Federal, ao lado dos grupos Os Reges e Os Primitivos.

Os Infernais destacavam-se por um repertório de rock instrumental, clássicos do rock and roll e, com a chegada dos Beatles, de hits da beatlemania.

Em sua primeira formação, teve Eldir Coelho no baixo e vocal, Lincoln Carvalho na guitarra solo, Niepce Storni na guitarra-base e vocal, George Delanou no contrabaixo e Carlos Cesar na bateria.

Em 1966, Eldir Niepce, George e Carlos Cesar passam a formar o grupo Os Fantásticos, enquanto o guitarrista Lincoln prosseguiu com Os Infernais, com novos integrantes.

Em sua segunda formação, Os Infernais eram, além de Lincoln guitarra solo), Eduardo no baixo, Glei na guitarra-base e Edson na bateria. Com essa formação, gravaram seu único registro em disco, o compacto com as músicas “Ao Amor Distante” e “Estou na Solidão”/No Milk Today (original dos Herman Hermits), pelo selo mineiro Paladium, em 1967.

No auge da carreira, além dos bailes e shows, o grupo era freqüentador assíduo dos programas de auditório da TV Nacional e TV Brasília, especialmente “Rapsódia da Cidade” e “Almoço com os Amigos”. O contrabaixista George Delanou, que iniciou com Os Infernais e depois passou pelos Fantásticos, também fez parte do grupo Os Primitivos, a partir de 1967, também tocando guitarra solo.

Com o fim do grupo, seus integrantes desenvolveram outras profissões, com excessão do guitarrista Lincoln Carvalho que seguiu a carreira musical, indo para o Rio de Janeiro.

O grupo deixou de existir em 1966, retornando em 1992, com os membros originais Eldir, Lincoln e Niepce, mais o baterista Ronaldo Lima, em apresentações no Iate Clube de Brasília.

Márcia Valéria

Cantora de Jovem Guarda de Brasília, Márcia Valéria (Márcia Barbosa da Silva) iniciou a carreira cantando na TV Alvorada (Canal 8), quando da presença do apresentador, produtor e compositor Carlos Imperial na Capital Federal, em 1966.

Em seguida, passou a apresentar-se regularmente no programa “Show da Juventude”, na TV Nacional (Canal 3), acompanhada do grupo Os Infernais, um dos pioneiros do rock brasiliense. Não deixou nada gravado.

Matuskela

Grupo brasiliense liderado por Anapolino (Lino), mais Didi, Toninho Terra, Zeca da Bahia e Vandão, que fez grande sucesso local no início dos anos setenta. Gravou um compacto, em 1972, com o sucesso “Suza Suzana” e, depois, um LP pelo selo Chantecler.

Intitulado apenas “Matuskela”, o LP é marcada pela sonoridade folk-psicodélica, destacando-se a canção “A Idade do Louco”, de Zeca da Bahia e Clôdo, Em 1874, Zeca da Bahia lançou o compacto “Idéia na Mesa” (dele)/”Beijo Insôsso” (dele e Clôdo), também pelo selo Chantecler.

Os Mig's

Originário do Núcleo Bandeirantes, surgiu por volta de 1967, promovendo shows bastante originais. Além dos integrantes do grupo, subiam ao palco as Garotas A Go-Go, que faziam coreografias, enquanto executavam os sucessos da Jovem Guarda e do rock internacional. Não deixou nada gravado.

Os Primitivos

Um dos pioneiros do rock da cidade, e o mais famoso grupo de rock e Jovem Guarda de Brasília, formado em 1966, por Everardo (Everardo Sales Correia) na bateria, Carlos Alberto (Carlos Alberto Pereira) nos vocais, Edson (Edson Câmara Sampaio) na guitarra-base, Luizinho (Luiz Felipe) na guitarra-base, Armandinho no contrabaixo e George (George Delanou Trindade Silva) na guitarra solo.

Com idades variando entre 15 e 17 anos, os integrantes do grupo ensaiavam na SQS 107, no Plano Piloto, em um apartamento vago, de propriedade do pai de Armandinho.

Everardo vinha do grupo de dublagem/cover Harry Jones e Seu Conjunto e do grupo vocal The Weep's, enquanto George tinha tocado guitarra solo com Os Infernais e com Os Fantásticos.

O grupo estreou em Brasília no programa “Passarela de Sucesso”, de Galeb Baufak, na TV Brasília, tocando músicas dos Beatles, entre elas “Help” e “Ticket To Ride”, especialidade do grupo.

Em cinco meses de apresentações locais, o grupo foi para o Rio de Janeiro, onde, além de gravar, apresentou-se em programas de televisão, entre eles “Festa do Bolinha” (Bolinha, TV Rio), “Símbolo” (Erlon Chaves, TV Rio), “I Love Lúcio” (Arlete Chaves e Lúcio Mauro, TV Tupi) e “Chacrinha” (TV Globo), entre outros.

Nesse período, o grupo gravou seu primeiro e único LP, pela gravadora Polydor, também o primeiro registro de um grupo de Brasília. Sob o nome de “Os Primitivos no Iê Iê Iê”, o disco teve duas capas, uma com foto do grupo e outra somente com desenho de bonecos primitivos. O repertório do disco eram canções folclóricas, nacionais e americanas, em versão “beatle/jovem guarda”. Além das canções tradicionais, o disco ainda incluía uma composição própria – “O Gato”, autoria de Carlos Alberto e Edson

No mesmo ano, além do LP, tiveram a música “Mulher Rendeira” incluida na coletânea “Os Novos Reis do Iê Iê Iê” (Volume 3, ao lado de Ronnie Von, The Brazilian Bitles e Márcio Greyck, entre outros).

Depois de apresentações no Rio de Janeiro, o grupo retornou a Brasília, contrariando a orientação de Guilherme Araújo (o mesmo de Caetano Veloso e Gal Costa), empresário e produtor indicado pela gravadora para administrar a carreira do grupo.

Os Primitivos separaram-se definitivamente em 1969, com uma parte de seus integrantes mantendo o grupo em atividade por mais algum tempo, atuando especialmente no circuito de bailes do Distrito Federal.

Os Quadradões

Grupo originário da cidade satélite de Taguatinga, no Distrito Federal, que, depois da troca de integrantes e de nome para Corrente de Força, deu origem ao conjunto Placa Luminosa. Originalmente o grupo tinha em sua formação Nélio (bateria), Ari (guitarra base), Ribamar (guitarra solo), Baixinho (sax), Arimatéia (contra-baixo), Vicente (piston) e Castelo (vocal).

Um dos destaques do grupo era o cantor Castelo, que iniciou a carreira dublando Elvis Presley e Little Richard no programa “Como Eles Cantam”, na TV Brasília, ainda no começo dos anos sessenta, ao lado de Leda, irmã de Harry Jones (& Seu Conjunto).

Fundador do grupo, ele começou tocando com um trio formado por Baixinho e Climério (irmão de Clodo e Clésio), no Country Club de Taguatinga, em meados dos anos sessenta. Já nos Quadradões, e apoiado em um repertório que incluia clássicos do rock and roll e da soul music, Castelo promovia verdadeiros “happenings” nos palcos.

No início dos anos setenta, com experiência dos palcos da cidade, o grupo gravou seu primeiro e único LP chamado “Os Quadradões”, contendo covers de clássicos do rock e da soul music, originais de autoria de Climério e ainda a versão samba-rock para “I Need You”, talvez a primeira experiência do gênero, que depois ganhou força com o grupo paulista Lee Jackson.

Primeira produção independente da Capital Federal, o disco dos Quadradões foi gravado e lançado pelo selo PR-Studio (de Paulo Raimundo), com produção de Edson Vitorino, participação especial de Mário Lúcio (depois Placa Luminosa) e da cantora Wandinha, e contra-capa assinada por Climério de S. Ferreira.

A música “Em Prosa e Verso”, de Climério, presente no disco, fez parte da trilha do filme “A Difícil Viagem”, de Geraldo Moraes, com Paulo José.

Depois da gravação do disco, e com a saída de Castelo, o grupo passou a se chamar Corrente de Força, integrado por Ribamar, Arimatéia, Mário Lúcio, Luiz (ex-Elson 7), Jesse e Pique (de São Paulo).

Com a mudança para São Paulo, o grupo trocou definitivamente de nome, passando a se chamar Placa Luminosa, transformando-se em dos mais ativos conjuntos de baile do país, em atividade até hoje.

Raulino e Seus Big Boys

Conjunto brasiliense de baile que, a exemplo de grupos de outros Estados, incluía em seu repertório clássicos do rock and roll, no início dos anos sessenta, suprindo a ausência de grupos voltados para o gênero na Capital Federal.

Os Reges

Grupo brasiliense de Jovem Guarda, formando por volta de 1965, que divide com Os Infernais e Os Primitivos o pioneirismo do rock brasiliense. Integravam o grupo Reinaldo, Edson Vitorino, Gualberto, Edson e Segóvia, cujas iniciais formavam o nome do grupo.

Com repertório voltado para a Jovem Guarda, foi um dos conjuntos mais populares do Distrito Federal, especialmente junto as cidades-satélites. Chegou a ter um programa próprio na TV Brasília, Canal 6, chamado “Os Reges”, em 1966, sendo por várias vezes escolhido o melhor grupo da Capital Federal.

Em sua segunda formação, a partir de meados de 1966, até o fim do grupo em 1967, além dos integrantes originais, Reinaldo e Edison Vitorino, contou com a participação dos ex-Infernais e Fantásticos, Eldir e Niepce.

O grupo deixou gravado apenas quatro video-tapes para o Telecentro.

Os Santos

Grupo brasiliense formado em 1965 por Juvenal (cantor), Carlão (cantor), Sônia (cantora), Jorge (guitarra base), Salvador (contrabaixo), Chico (bateria), Laudir (guitarra solo) e Moisés (sax). Também fizeram parte do grupo o cantor Jessé, então tocando teclados, o saxofonista Valdo, ex-Valdo e Seus Blue Caps e depois Quadradões, e o guitarrista Carlinhos (Badu).

Originalmente atendendo pelo nome de Os Ferozes, e formado por Laudir, Mano, Jorge, Carlinhos e Nilsinho, o grupo começou tocando no Vizinhança da Zona Norte, com um repertório baseado em som instrumental brasileiro, na linha The Pop's e Clevers/Incríveis, além de Beatles, Rolling Stones e Bee Gees.

Os Santos apresentava-se em clubes da cidade e programas de televisão, tendo realizado shows ao lado dos Primitivos e participado de espetáculos com Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, na cidade.

Laudir, junto com Helinho e Tião, também fizeram parte da cena de dublagem, com o grupo Os Cometas e repertório dos americanos The Platters.

O grupo deixou gravado apenas um acetato contendo a música intrumental “Safari”, composição própria de sucesso entre o público do grupo.

Valdo e Seus Blue Caps

Grupo brasiliense de Jovem Guarda, que fez sucesso na Capital Federal em meados dos anos sessenta, ao lado dos pioneiros Os Reges, Os Infernais e Os Primitivos.

The Weep's

Oriundo de Brasília, era formado por Walter (substituido por Astrolábio Caminha), Everdan e Everardo (irmãos) e Pedro, cujas iniciais davam nome ao grupo. Os dois últimos vieram do grupo Harry Jones e Seu Conjunto.

Grupo vocal, surgiu fazendo o circuito de shows, televisão e rádio de Brasília, e apresentando-se ao lado dos grandes nomes da Jovem Guarda, como Erasmo Carlos.

Everardo, depois dos Weep's, passou a integrar o grupo Os Primitivos que, juntamente com Os Reges e Os Infernais, lideraram a cena roqueira da Capital Federal nos anos sessenta.